Florestas Verticais

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Esse exemplo de floresta vertical foi inaugurado em outubro de 2014 em Milão na área de Porta Nuova, como parte de um projeto de reforma urbana de Hines Italia.

O projeto do Bosco Verticale consiste de duas torres, uma de 80 e outra de 112 metros, que abrigam 480 árvores de porte médio e grande e outras 300 de pequeno porte, 11.000 plantas perenes e rasteiras e ainda 5.000 arbustos.

O equivalente – sobre uma superfície urbana de 1.500 m² – de 20.000 m² de floresta e vegetação rasteira.

Planta Baixa
Planta Baixa
A Floresta Vertical é um conceito arquitetônico que substitui os materiais tradicionais nas superfícies urbanas utilizando uma policromia de folhas em suas paredes.

O conceito se baseia numa camada de vegetação, necessária para criar o microclima adequado e filtragem da luz solar, e rejeita a abordagem tecnológica e mecânica pouco abrangente em relação à sustentabilidade ambiental.

© Paolo Rosselli

© Paolo Rosselli
 

Habitats Biológicos

A Floresta Vertical aumenta a biodiversidade, promove a formação de um ecossistema urbano onde vários tipos de plantas criam um ambiente vertical separado , mas que funciona dentro da rede existente, capaz de ser habitada por pássaros, e insetos (com uma estimativa inicial de 1.600 espécies de pássaros e borboletas). Desta forma, constitui um fator espontâneo para repopulação da flora e fauna.

© Paolo Rosselli

© Paolo Rosselli
 

Mitigação

Os edifícios ajudam a criar um microclima e filtrar as partículas contaminadas no ambiente urbano. A diversidade de plantas ajuda a desenvolver o microclima que produz umidade, absorve CO2 e outras partículas, produz oxigênio e protege da radiação solar e poluição sonora.

Detalhe

Anti-expansão

Este é um método anti-expensão que auxilia o controle e redução da expansão urbana; em termos de densidade urbana, cada torre constitui o equivalente de uma área periférica de casas unifamiliares e edifícios em torno de 50,000 m².

© Paolo Rosselli

© Paolo Rosselli
 

Árvores

A escolha das espécies e sua distribuição de acordo com a orientação e altura das fachadas é o resultado de três anos de estudos em conjunto com botânicos e etologistas. As plantas utilizadas nos edifícios são pré-cultivadas em uma estufa para que se acostumem à condições similares aquelas que irão encontrar nas varandas.

© Paolo Rosselli
© Paolo Rosselli
 

Fachadas mutáveis

Os edifícios agora são um ponto de referência para a cidade, suas cores variam de acordo com a estação do ano e as diferentes naturezas de plantas utilizadas. Isso oferece à população de Milão uma vista da cidade em constante mudança.

Detalhe
 

Gestão

A gestão das plataformas onde as plantas crescem é de responsabilidade do condomínio, como é a manutenção e substituição de toda a vegetação e o número de plantas estabelecidas para cada plataforma.

© Laura Cionci

 

Sistema de irrigação e hidratação

De acordo com estudos micro-meteorológicos, o cálculo das necessidades de irrigação foi realizado através da observação das características climáticas e foi diversificado de acordo com a exposição de cada fachada e a distribuição da vegetação em cada pavimento.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/778367/edificio-bosco-verticale-boeri-studio

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