XV ENCAC / XI ELACAC - Ca2
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XV ENCAC / XI ELACAC

A CA2 (Larissa Azevedo) participou ministrando a palestra ERGONOMIA E O CONFORTO INTEGRADO NO ESPAÇO URBANO PAULISTANO: UM ESTUDO DE CASO

XV ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO

O ENCAC é um encontro bienal destinado a docentes, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, construtores, projetistas, consultores, técnicos de órgãos públicos e profissionais atuantes nas áreas de construção civil, arquitetura, habitação e outros temas correlatos ao Conforto Ambiental no ambiente construído. O evento é um fórum de discussão para promover a consciência e a responsabilidade ecológica e ambiental no desenho urbano e na arquitetura. Objetiva contribuir na disseminação, no desenvolvimento, na documentação e na difusão dos princípios da arquitetura bioclimática e da aplicação de estratégias passivas e inovadoras de aquecimento, resfriamento, tratamento acústico e iluminação no ambiente construído.

O primeiro Encac ocorreu em 1990, assim, no ano de 2019, com o 15° ENCAC, são 30 anos de história. Iniciado em âmbito nacional, a partir de 1995 o evento ampliou sua abrangência para a América Latina, com a incorporação do Encontro Latino-Americano de Conforto no Ambiente Construído – ELACAC, que ocorre concomitantemente ao ENCAC. Simultaneamente ao ENCAC e ao ELACAC, ocorre também, desde 1999, a Bienal de Arquitetura Bioclimática “José Miguel Aroztegui”, Concurso Latino-Americano de Projetos Estudantis de Arquitetura Bioclimática. No XV ENCAC que ocorre concomitantemente com o XI ELACAC e a Bienal de Arquitetura Bioclimática José Miguel Aroztegui, as temáticas escolhidas para conduzir o evento são: Mudanças climáticas, concentração urbana e novas tecnologias, temas emergentes que afetam o conforto e o bem-estar das populações.

 

Mudanças climáticas, concentração urbana e novas tecnologias

Temática

No último quarto de século, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera juntamente com outros gases de efeito estufa, impulsiona as mudanças climáticas decorrentes do aumento das temperaturas. As consequências negativas são diversas, como a elevação das temperaturas máximas, o aumento dos períodos de seca, a elevação do nível do mar, a acidificação do oceano e o aumento dos eventos extremos como tempestades, enxurradas, ciclones, etc. A temperatura média global em 2017 foi de aproximadamente 1,1 °C acima dos níveis registrados na era pré-industrial (WMO,2018). O aquecimento global atinge grande parte da população, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 20-40% do total da população humana vive em regiões que, na década de 2006-2015, já haviam experimentado o aquecimento de mais de 1,5 °C acima do período pré-industrial em pelo menos uma temporada. A expectativa da Organização é de que entre 2030 e 2050 ocorram 250.000 mortes adicionais por ano, em consequência das mudanças climática. As temperaturas extremas contribuem diretamente no aumento das mortes por problemas cardiovasculares e respiratórios, particularmente entre pessoas idosas. As altas temperaturas também elevam os níveis de poluição e alergênicos do ar, ampliando a ocorrência e riscos de doenças.

Mais da metade da população mundial reside nos centros urbanos, que concentram agentes do efeito estufa. As cidades são atraentes por seus aspectos positivos, como a ampla oferta de comércio e de serviços, a possibilidade de maior crescimento econômico, o maior acesso à educação, à infraestrutura e a outros serviços governamentais. Muitos aspectos positivos presentes nos centros urbanos, contudo, se contrapõem às suas vantagens, como a ascensão econômica que resulta no aumento de veículos automotores, e assim, o aumento da poluição do ar, da poluição sonora e do congestionamento das vias. No Brasil o crescimento urbano nas últimas décadas foi intenso, acentuando precariedades urbanas como a pouca oferta de áreas verdes, o esgotamento da infraestrutura, o aumento da poluição, além dos problemas sociais. As cidades possuem grande responsabilidade no combate ao aquecimento global, estratégias para a redução da poluição e do consumo de energia devem ser desenvolvidas e implementadas.

As novas tecnologias são possíveis atenuadoras das problemáticas decorrentes do aquecimento global e da concentração urbana. Contudo, podem ser também a origem de novos problemas. Assim, na XV edição do ENCAC, nos propomos a colocar em pauta duas problemáticas centrais no cenário atual: Mudanças climáticas e a concentração Urbana em contraponto com as novas tecnologias, que potencialmente podem ser solução, assim como podem ser causas de problemas.

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