Transparência e Desempenho

Acompanhe a Ca2
Facebook
YouTube
Pinterest
Pinterest
LinkedIn
Instagram

Transparência e desempenho

A escolha pela utilização de vidros em fachadas de edifícios está amparada em uma série de justificativas; melhor apreciação da vista e da interação entre o espaço interno e externo, maior incidência de luz natural no interior da edificação e até minimização dos processos executivos em obra, incluindo a fácil manutenção das peles de vidro depois de instaladas.

Por essas e outras, o material está cada vez mais presente nas fachadas de diversas edificações.

Mas não são apenas esses aspectos que devem amparar a escolha da melhor solução para o projeto das fachadas.

Ao optar pelo vidro, o projetista deve levar em conta todo um leque de especificações visando ao melhor desempenho dos fechamentos externos.

Num país tropical como o Brasil, o calor é um dos artifícios que requer atenção de arquitetos e paisagistas, e uma espécie de inimigo para um material como o vidro, que possui deficiências quanto às questões térmicas.

“Antigamente se pensava em conforto térmico fazendo reflexão, mas isso deixava perceptível todas as imperfeições do vidro, além de espelhar todo o calor para alguém”, pontua o arquiteto Sérgio Conde Caídas.

Hoje em dia, os avanços tecnológicos na produção dos vidros para revestimento têm assegurado mais desempenho aos projetos.

Segundo o arquiteto e proprietário da Ca2 Consultores Ambientais Associados, Marcelo Nudel, atualmente é possível encontrar uma gama de tecnologias de conforto solar que permite aos arquitetos uma escolha ampla de cores, de níveis de refletividade interna e externa e de níveis de transparência.

Um dos exemplos mais conhecidos de vidros de alto desempenho são os que possuem a tecnologia low-e que reduz o ganho de carga térmica e proporciona transparência e baixos níveis de refletividade.

Outro modelo é o chamado vidro duplo ou vidro insulado que pode oferecer solar isolamento térmico e acústico.

“Na Austrália, por exemplo, esses vidros são muito utilizados principalmente pela grande variação de temperatura no continente em que o país está localizado”. exemplifica Marcelo

O desempenho está ligado aos custos e se um é alto, o outro também será. O vidro insulado por exemplo, tem um sobrecusto se comparado ao laminado, mas Marcelo explica que altos investimentos valem a pena em médio prazo, principalmente se o proprietário do edifício vai ocupá-lo.

“Nesse caso o investimento inicial se paga, com o tempo será consumida menos energia e haverá influência de forma indireta na produtividade das pessoas – que estão eventualmente trabalhando.Tratando-se de um edifício comercial.”

É importante lembrar que a fachada representa uma porcentagem do total de custo da obra, e o vidro representa uma porcentagem do custo da fachada.

COMBINAÇÕES POSSÍVEIS

Além dos materiais de alto desempenho, os arquitetos lembram que também é possível combinar os vidros com outros materiais, criando sombreamento e consequentemente, melhorando o desempenho térmico das fachadas.

Um exemplo é a combinação de vidros com brises, que, de acordo com Sérgio, valorizam mais as fachadas e amenizam o calor produzido pelo sol da tarde.

Além dos brises, outros materiais também têm sido cada vez mais combinados com os vidros em fachadas, como o granito, o ACM, o porcelanato, laminados arquitetônicos, cristalados, entre outros.

“Esses materiais podem ser inseridos em um único sistema de fachada e entregues na obra praticamente acabados, restando apenas o processo de montagem”, explica Crescêncio Petrucci Júnior, da Crescêncio Petrucci Consultoria e Engenharia.

Ainda de acordo com Marcelo Nudel, es­sas novidades acompanharam a realidade dos greenbuildings e as certificações ambientais.

O empreendimento comercial TEOEMP localizado no Largo da Batata, em São Paulo, possui uma fachada curva com vários tipos de vidros em sua composição.

Entre eles estão os vidros low-e de cor prata, modelos extraclear, de tons mais claros, e cinzas azulados, combinados  com shadow-box de ACM em alguns pontos para melhorar o controle térmico no interior da edificação. A laje em “L” é protegida por uma pele curva que forma um átrio central.

FICHA TÉCNICA

Local: São Paulo

Conclusão da Obra: 2015

Arquitetura: Aflalo/ Gasperini Arquitetos

Vidros: Glassec e Viracon

ESPECIFICAÇÃO

Na hora de especificar a melhor solução.

Marcelo explica que é preciso considerar qual a melhor combinação que se consegue dentro do vidro oferecido no mercado e dentro do orçamento pretendido pela obra que combinem um controle solar adequado para eficiência energética e conforto térmico.

“Os fatores principais são o desempenho térmico, o fator solar e quantidade de calor que vai entrar, a transmitância luminosa e a refletividade interna e externa, que podem afetar questões de conforto visual interno e o entorno”, pontua.

DETALHE DA FACHADA

  1. Perfis linha EFSK 135
  2. Gametas de epdm- dureza 60 a 70 shore
  3. parafusos de aço inox sustenitico aisi 304
  4. silicone neutro alumínio x alvenaria/vidro
  5. espessuras de vidro conforme NBR 7.199
  6. montantes

Para entender se o vidro está cumprindo com tais requisitos são feitas simulações computacionais de energia, de conforto térmico e de luz natural.

Esse processo indica qual é a melhor composição das várias opções de sistemas a serem adotados na obra, tais como ar-condicionado, iluminação, eficiência da fachada, entre outros.

Muitas vezes existem conflitos entre desejo estético para o projeto e as questões técnicas envolvidas na es colha do vidro, conforme relata Crescêncio.

“Um exemplo claro é que muitos arquitetos desejam vidros com alta transparência, porém fatores que condicionam o desempenho em relação ao controle térmico e ofuscamento dos ocupantes não podem ser desprezados na escolha do vidro e essas características muitas vezes são antagônicas.”

Contratar uma consultoria especializada em desempenho de fachadas auxilia tanto na especificação do vidro quanto de sua estrutura.

Acompanhe a Ca2
Facebook
YouTube
Pinterest
Pinterest
LinkedIn
Instagram